Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Cassado pelo Senado, Delcídio diz que foi ‘boi de piranha’

Ex-senador afirma que ‘acrobacias jurídicas’ livraram Aécio; Para Lula, tucano “plantou ódio” e “colhe tempestade”

Samantha Klein, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2017 | 05h00

PORTO ALEGRE -Cassado por unanimidade no ano passado, o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) criticou nesta quarta-feira, 18, a decisão na qual o Senado autorizou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a retomar o mandato e derrubou o recolhimento noturno que havia sido imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Para Delcídio, enquanto “há provas de que Aécio é culpado”, ele foi julgado de forma injusta. “Infelizmente, acrobacias jurídicas livraram a cara do Aécio Neves. O caso dele é gravíssimo, envolvendo malas de dinheiro e pedido de empréstimo de R$ 2 milhões a um empresário. No meu caso, nem uma perícia dos áudios foi realizada. Não pude me defender”, disse o senador cassado à Rádio Guaíba, de Porto Alegre. 

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“Eles quiseram entregar um boi para as piranhas, pois o restante da boiada passaria. Agora com Aécio, não tiveram o mesmo entendimento e acharam que sobraria para todo mundo. Por isso o livraram”, afirmou. 

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Em 2015, quando era senador pelo PT, Delcídio foi preso em flagrante sob acusação de tentar evitar que o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró fizesse delação premiada. O Senado votou pela manutenção da prisão determinada pelo STF e cassou o mandato do ex-petista. 

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