Casos de dengue crescem 26% em Goiás

Em apenas quatro meses, os números de casos de dengue em Goiás no ano de 2001 já cresceram 26% em relação aos registrados no ano passado. Se em 2000 as notificações ficaram em 2.691 casos da doença, só nos primeiros meses deste ano já foram detectadas 3.380 pessoas com os sintomas da dengue. Deste total, 401 casos foram confirmados.A maior parte dos doentes, 65%, está concentrada na região da Grande Goiânia, onde já foram registradas desde janeiro 2.634 notificações. De acordo com a chefe da Divisão de Endemias da Superintendência de Ações Básicas de Saúde, Gediselma Borges Lima, a alta incidência da doença se explica pela grande concentração populacional e pela circulação dos sorotipos 1 e 2 da dengue. Outro dado assustador é o grande número de casos de dengue hemorrágica registrados no Estado. De 50 casos suspeitos da febre hemorrágica, 11 tiveram a doença confirmada e nove pessoas morreram.Apesar da escalada da dengue no Estado, Gediselma acredita que a tendência agora é de redução do número de doentes com a diminuição das chuvas. Mesmo assim, a chefe da Divisão de Endemias destaca a necessidade de eliminar os criadouros do mosquito para evitar a transmissão. "A população insiste em manter criadouros, infectando-se dentro da própria casa", informou.Também cresceu o número de municípios com registros da doença. Hoje eles somam 53, dos 239 municípios goianos. A Secretaria Estadual da Saúde determinou aos gestores municipais dessas cidades a intensificação do monitoramento do vírus. Eles também devem realizar a coleta seletiva de amostras para análise em laboratório. "Não é necessário coletar sangue de todos os pacientes, pois a confirmação dos casos também pode ser feita através de critério clínico-epidemiológico", explica Gediselma.Ela conta que os médicos estão mais atentos na identificação dos casos suspeitos de dengue, ajudando na eficiência do tratamento. "Quando o diagnóstico é precoce, o tratamento é imediato", observa. Os sinais da dengue se manifestam por meio da queda de pressão, que deixa a pessoa sem forças, e a identificação de petéquias (pontos hemorrágicos na pele), através da prova do laço. "Uma vez positiva a prova do laço, o paciente já é encaminhado para a reidratação oral ou venosa e já tem resposta satisfatória", afirma Gediselma.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.