Caso Waldomiro não pode paralisar o País, diz Aécio

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que assistiu ontem aos desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Rio, defendeu o governo federal ao comentar o escândalo envolvendo o ex-assessor do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz. "Este é um problema grave que tem de ser investigado com profundidade, mas não podemos deixar que isso paralise o País, em benefício de todos os brasileiros", disse o governador. "Interessa ao governo mais do que a qualquer outro segmento que a apuração aconteça com extremo rigor, para que ele saia fortalecido."Questionado se o episódio macula a imagem do PT, que tem como bandeira a ética, Aécio alfinetou: "Com certeza aqueles que acharam que tinham o monopólio da ética devem estar preocupados."Aécio assistiu aos desfiles do camarote da Estrada Real, patrocinado por empresas mineiras, ao lado da filha, Gabriela, de doze anos. Ele deu entrevista antes de sair à frente da Mangueira, ao lado do presidente da escola, Álvaro Caetano. A Mangueira desfilou um enredo sobre a estrada. O governador se disse torcedor da escola, na qual já saiu em outras carnavais.No mesmo camarote estavam a ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, e o deputado Professor Luizinho (PT-SP), vice-líder do partido na Câmara dos Deputados. O parlamentar também defendeu o governo ao comentar o caso Waldomiro. Disse que o governo exonerou o ex-assessor antes mesmo do início da apuração dos fatos. "Isso nunca aconteceu antes", afirmou. Dilma não deu declarações.

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