Caso Waldomiro não atinge economia, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse hoje que as denúncias contra o ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República, Waldomiro Diniz, que teria negociado propina em troca de benefícios a donos de bingos, não atinge a economia do País. "As forças da economia não se abalam com situações como essa", disse o ministro, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. Ele reconhece que o momento é de tensão entre os Poderes, mas acredita que o País está enfrentando com serenidade. "O Brasil tem instituições fortes. Nós temos de confiar que essas instituições têm maturidade, capacidade e independência para realizar aquilo que precisa realizar diante de situações como essa, apurar as coisas corretamente, tomar as decisões que tiver de tomar, e o Brasil precisa prosseguir na sua agenda. Seria um absurdo que o Brasil parasse em termos de sua agenda em situações como essa", disse o ministro. Para ele, coisas como essa acontecem, fazem parte do cenário político. "Nós devemos ter a serenidade de saber que as instituições brasileiras têm equilíbrio para realizar aquilo que precisa realizar diante dessas coisas e que o País tem de prosseguir?. O ministro afirmou que a atividade econômica não pode parar diante dessas dificuldades. ?Tem é mais que aproveitar este ano, em que nós fizemos uma impostante arrumação macroeconômica no Brasil e a economia tem de absorver os ganhos dessa arrumação". Segundo o ministro da Fazenda, o Brasil é um país que está se fortalecendo, está desenvolvendo ?musculatura econômica? e eficiência. ?Nós temos é que apostar nesse Brasil", disse.Crise políticaPalocci disse que não vê o caso Waldomiro como uma crise política. "Eu vejo isso como um episódio, que tem de ser olhado com serenidade", disse. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "é uma pessoa muito tranquila" e não perde a nos momentos mais importantes. "Ele sabe o tamanho da responsabilidade e da tarefa que ele tem com os investimentos sociais e o equilíbrio econômico que o Brasil precisa", disse o ministro. Palocci afirmou também que considera normal o papel da oposição nesse episódio. "Faz parte do processo político que diante de episódios polêmicos a oposição combata, faça suas observações, suas críticas. Eu não vejo problema nisso", disse o ministro que demonstrou, no entanto, sua preocupação com a possível instalação de uma CPI para investigar as denúncias contra Diniz. "O que nós não podemos - nem governo, nem oposição, nem agentes econômicos, nem lideranças populares do País - é nos perder em relação ao que o País precisa. Há problemas em relação a um setor e outro? Há coisas a serem investigadas, vamos investigar?.O ministro lembrou que o País tem o Ministério Público, que é uma instituição independente, a Polícia Federal e o próprio Legislativo, e que o Brasil é um país estruturado. ?Agora, isso não pode nos criar dificuldades para desenvolver a agenda que nós temos para o País", disse o ministro. Como exemplo ele citou a importância da votação, no Congresso, do novo modelo do setor elétrico. "Não haverá crescimento de longo prazo se nós não equacionarmos o modelo elétrico, que vai garantir energia ao longo da próxima década", alertou. "Nós não podemos repetir os mesmos erros do passado. Nós precisamos do modelo elétrico, da estruturação dos modelos regulatórios, para que venham os investimentos privados, se somem aos investimentos públicos que o Brasil precisa e terá para que nós tenhamos crescimento econômico, distribuição de renda e possamos construir esse futuro que o Brasil condições de construir".Palocci confirma idéia de superávit variável

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.