Caso Usimar: delegado da PF não viaja por falta de verba

Os executivos curitibanos Amauri Cruz dos Santos e Valmor Felipetto podem ser os lobistas que a Polícia Federal (PF) investiga e que teriam atuado na intermediação do Projeto Usimar Componentes Automotivos perante a extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Eles deveriam depor à PF ontem, mas a audiência não foi realizada em razão de o delegado da PF no Tocantins, Deuselino Valadares, não pode viajar por falta de verba. Nenhum deles foi encontrado hoje. Há 15 dias, em entrevista ao jornal "Gazeta do Povo", o controlador da Usimar, empresário Teodoro Hübner Filho, tinha apontado Santos e Felipetto como receptores de uma série de cheques que teria assinado antes da liberação dos R$ 44 milhões pela Sudam. "Antes das liberações, assinei muitos cheques, mas era tudo coisa que Felipetto e Santos me apresentavam como despesas necessárias", justificou. Depois dessa declaração Hübner Filho não falou mais com a imprensa. Até o fim da semana, procuradores do Tocantins, Maranhão e Brasília deverão estar em Curitiba para ouvir Hübner Filho. Segundo levantamento, pouco dos R$ 44 milhões liberados foi investido no projeto. O Ministério Público (MP) também pretende investigar se o secretário extraordinário de Ciência e Tecnologia do Maranhão, Jorge Murad, marido da ex-governadora Roseana Sarney (PFL), influenciou na aprovação do projeto.

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