Caso Renan será votado na CCJ na próxima quarta-feira

Data foi decidida entre o presidente da comissão e o relator do 3º caso; julgamento no Senado será até dia 5

21 de novembro de 2007 | 16h21

Os senadores Marco Maciel (DEM-PE) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) acertaram para a próxima quarta-feira, 28, a votação do parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)sobre o terceiro processo contra o presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). O primeiro é presidente da CCJ e o segundo, relator do caso em que Renan é acusado de usar "laranjas" na compra de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas.  Veja também: Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  CPMF e caso Renan serão votados em dezembro, diz Tião Viana  Anteriormente, a votação do relatório de Virgílio estava marcada para esta quinta-feira, mas, na última segunda, o senador tucano anunciou que precisava de mais tempo. O gesto foi interpretado como uma estratégia da oposição para retardar a votação da CPMF e minar o acordo para absolver Renan no plenário. O pedido de cassação de Renan foi aprovado semana passada pelo Conselho de Ética por 11 votos a 3 e, uma vez aprovado na CCJ, segue para votação em plenário. Nesta quarta-feira, Renan renovou a sua licença no comando da Casa, até o dia 29 de dezembro, último dia legislativo do ano, como havia antecipado a Agência Estado. A renovação da licença passa a valer a partir do próximo domingo, quando termina o prazo de 45 dias da primeira solicitação. No documento de apenas seis linhas, o senador procura desvincular a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) da votação do processo de cassação. Renan deverá ser julgado, em plenário, entre os dias 4 e 5 de dezembro segundo previsão feita na última terça pelo presidente interino da Casa, Tião Viana (PT-AC). Na nota, Renan afirma que a renovação da licença vai ao encontro da postura adotada por ele "desde o primeiro momento, de não interferir no processo". Reafirma, ainda, sua "postura" de não interferir no processo e completa: "Acatarei , com toda serenidade, o cronograma de tramitação que for estabelecido pela Mesa". Renan conclui o texto afirmando que, "desta forma, fica claro que qualquer outra discussão a respeito da agenda legislativa do Senado, incluindo a CPMF, é questão exclusiva das lideranças partidárias, do governo e da oposição".

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