Caso Renan não atrapalhará votação da CPMF, diz ministro

Mares Guia diz que senador tem 'todo o direito de se defender' e que governo não pensa em substituto

Adriana Fernandes, do Estadão

08 de agosto de 2007 | 15h20

O ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, avaliou nesta quarta-feira, 8, que o caso Renan Calheiros (PMDB-AL) não vai atrapalhar a votação, no Senado, da prorrogação da CPMF. "Acredito que não e ontem (terça) o presidente (Lula) disse com clareza: o presidente Renan tem todo o direito de se defender e temos que respeitar o direito constitucional de ele se defender no foro correto, que é o Conselho de Ética", disse.  Veja também:  Especial sobre o caso Renan Calheiros  STF determina quebra dos sigilos fiscal e bancário de Renan Em viagem a Honduras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em referência ao caso Renan que "nenhum caso individual pode atrapalhar as votações de coisas de interesse do nosso País", disse. E advertiu que, se houver atraso no Senado nas votações, chamará os líderes da Casa e dos partidos políticos para "uma conversa" assim que retornar ao Brasil.  Mares Guia ressaltou, no entanto, que o governo, independentemente das circunstâncias do caso Renan, faz um apelo para que a sua base se empenhe e vote os projetos em tramitação no Senado Federal. Ele destacou que, na última terça-feira, a Casa já votou matérias importantes, como o projeto de lei que trata do SuperSimples e a medida provisória que divide o Ibama.  Questionado se o governo já pensa em nomes para um eventual substituto de Renan, Mares Guia afirmou: "não temos que pensar em nomes para substituir Renan. Ele é o presidente eleito do Senado. Na hipótese de acontecer algo, é o Senado que vai resolver. Somos do poder Executivo. Não temos nada a ver com isso. O poder legislativo é autônomo", afirmou. As declarações de Mares Guia foram dadas ao chegar ao Ministério da Fazenda para uma reunião com o ministro Guido Mantega, sobre orçamento, liberação de verbas e a tramitação da proposta de prorrogação da CPMF e da DRU. Caso Renan O presidente do Senado é investigado no Conselho de Ética devido a denúncias de que teria despesas pessoais pagas pela construtora Mendes Junior. Na última terça-feira, a Mesa do Senado encaminhou um novo pedido do PSOL, que também é o autor da primeira representação, com base em outras denúncias contra o senador. O presidente do Senado teria atuado para favorecer a cervejaria Schincariol em retribuição a um favor prestado a seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), bem como as suspeitas de apropriação ilegal de terras em Alagoas.

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