Caso Renan é 'problema do Congresso', diz Lula

Presidente diz que senador está sendo julgado no fórum adequado e não preocupa governo

Leonencio Nossa, do Estadão,

05 de setembro de 2007 | 18h42

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 5, que o "caso Renan não preocupa o governo" e "é problema do Congresso". Segundo o presidente, senador está sendo julgado no fórum adequado "dentro do Congresso e do Senado". Há uma acusação, o Renan tem mostrado as provas (de inocência) e essas provas estão sendo analisadas pelas comissões. Vamos ver a decisão."   Veja também: Caso Renan pode prejudicar CPMF, diz David Fleischer  Conselho aprova parecer pela cassação de Renan Veja a cronologia do caso Renan Íntregra do relatório que pede a cassação de Renan  Entenda as três frentes de investigação contra Renan  Em resposta a aliado de Renan, relatores defendem cassação 'Vamos ganhar... É ter calma', afirma Renan sobre cassação Aliado de Renan, Salgado não vê indícios para cassação Saiba como tramitará o processo contra Renan   Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação  Nova denúncia: Renan tem de explicar propinas     Lula disse que foi informado da decisão do Conselho de Ética sobre o pedido de cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) por 11 votos a 4, e que processo passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir a plenário. "As regras estabelecidas pela sociedade brasileira valeram ontem, valem hoje e valerão amanhã", disse. "Todos nós estamos subordinados a essas regras que nós mesmos criamos".   Renan responde a processo no qual é acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista da Mendes Júnior. O parecer dos relatores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) citavam oito irregularidades que caracterizariam quebra de decoro.  Se processo for admitido na CCJ, na semana que vem irá a votação no plenário. E, neste caso, o voto dos senadores será secreto. Tasso Jereissati (PSDB-CE) - pró-cassação - será o relator do caso na comissão.   Depois de exatamente três meses de tramitação da representação do PSOL, Renan não conseguiu explicar suas ligações com o lobista da Mendes Júnior Cláudio Gontijo, que entregava à jornalista Mônica Veloso (com quem tem uma filha de três anos) dinheiro para custear suas despesas pessoais.   Antes da votação no conselho, Renan disse apenas: "Vamos ganhar. É ter calma". Além do processo votado nesta quarta-feira, Renan é alvo de outras duas representações. Uma delas, de iniciativa do PSOL, se refere a seu suposto lobby na Receita Federal e no INSS para favorecer a cervejaria Schincariol, após a empresa ter pago R$ 27 milhões pela fábrica de refrigerantes do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), seu irmão. A outra, apresentada pelo DEM e pelo PSDB, pede que seja investigada a sociedade de Renan com o usineiro João Lyra na compra de um jornal diário e duas emissoras de rádio em Alagoas em nome de laranjas.

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