Caso Edmar: relator diz que irá 'separar joio do trigo'

Sucessor do deputado que disse se lixar para a opinião pública, Nazareno Fonteles (PT-PI), o novo relator do processo contra o ex-corregedor da Câmara Edmar Moreira (sem partido-MG), afirmou ontem que "a fronteira do decoro não é tão bem delimitada" e que pretende "separar o joio do trigo". Fonteles pode concluir pela absolvição de Moreira ou por um dos três tipos de punição: advertência, suspensão temporária ou cassação do mandato. O parlamentar mineiro, conhecido por ser dono de um castelo de R$ 25 milhões, registrado em nome dos dois filhos, é suspeito de apropriação indevida de recursos da verba indenizatória.

LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

14 de maio de 2009 | 20h12

"Tudo depende da compreensão que tiver do decoro parlamentar. Depois disso, vou levar em conta a Constituição e o Código de Ética. Com a participação maior do público, com a presença da mídia, aumenta muito a visibilidade (do Congresso) e a formação da opinião se dá mais rápido do que a gente imagina. O que não é quebra de decoro para alguns para outros é", disse Fonteles, cauteloso depois de uma semana de crise no Conselho de Ética.

O antigo relator, Sérgio Moraes (PTB-RS) foi destituído pelo presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), por declarar que não via motivos para condenar Edmar Moreira, porque não havia regras claras para o uso da verba indenizatória. Araújo e boa parte dos conselheiros entenderam que houve pré-julgamento e que o petebista tinha perdido a isenção para comandar a investigação.

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