Ed Ferreira/AE - 27.03.2012
Ed Ferreira/AE - 27.03.2012

Caso Demóstenes causa 'incômodo e constrangimento', diz presidente do DEM

Novo líder do partido no Senado e presidente da sigla, José Agripino admite momento delicado na Casa em razão das denúncias sobre envolvimento de senador com empresários de jogos de azar

do estadão.com.br

28 de março de 2012 | 11h26

O presidente do DEM e o novo líder do partido no Senado, José Agripino (RN) afirmou não ver o partido em crise com as denúncias que envolvem o senador Demóstenes Torres (GO), suspeito de ter ligações com o empresário de jogos de azar Carlinhos Cacheira, preso pela Polícia Federal. "Crise não, incômodo, sim. Já está gerando incômodo e constrangimento no Senado", admitiu José Agripino, em entrevista à rádio Estadão ESPN, na manhã desta quarta-feira, 28.

 

Em razão das denúncias de suposto envolvimento de Demóstenes e outros políticos com o empresário, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu nessa terça-feira, 27, a abertura de inquérito para investigar o caso. Pressionado, Demóstenes anunciou, também nessa terça, que deixaria a liderança do partido para "acompanhar a evolução dos fatos", segundo nota oficial.

 

O novo líder do Senado evita falar em punições ao senador nesse momento, mas já adiantou que a sigla tomará "as devidas providências", caso as denúncias se confirmem. "[O DEM] Saberá tomar posições na hora em que as evidências se mostrarem apontando para culpa ou inocência", declarou. Nessa terça, Agripino sinalizou que a expulsão do senador não é descartada. "Um partido com a história do DEM, que já fez o que já fez, chegando à expulsão de um governador, tem autoridade moral para dizer que vai fazer o que os outros partidos nunca fizeram", afirmou, fazendo referência ao caso de José Roberto Arruda, do Distrito Federal.

 

Demóstenes ainda não falou publicamente sobre o caso. Seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, afirmou que o parlamentar desconhecia as atividades com as quais o empresário estaria envolvido. Cachoeira foi preso em fevereiro em Goiânia por envolvimento no jogo do bicho e exploração de máquinas caça-níqueis. Gravações feitas pela Polícia Federal durante a investigação trariam indícios de ligação entre o empresário e políticos do Estado, entre eles Demóstenes Torres.

 

"As insinuações, as suspeitas são graves. Tem que ser dada a oportunidade a Demóstenes de exercer a sua legítima defesa", disse Agripino. Segundo o presidente do DEM, Demóstenes se comprometeu a ir ao Senado prestar esclarecimentos assim que tiver acesso às acusações.

Tudo o que sabemos sobre:
agripinodemostenescarlinhos cachoeira

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.