André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Caso de Vargas deve ficar para depois da eleição

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), considera difícil votar no plenário da Casa o pedido de cassação do deputado André Vargas (sem partido-PR) antes das eleições de outubro. O relatório recomendando a perda do mandato foi apresentado ontem no Conselho de Ética, mas ainda precisa ser aprovado pela maioria do colegiado.

DAIENE CARDOSO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2014 | 02h01

Em virtude das campanhas eleitorais e do plenário esvaziado neste período, Alves não descarta a possibilidade de cancelar o "esforço concentrado" marcado para a primeira semana de setembro. Assim, Vargas deve ganhar mais tempo para evitar que o processo por quebra de decoro parlamentar siga adiante nas próximas semanas. "Não acredito que terá quórum necessário para votar (a cassação) em setembro", disse Alves ao Broadcast Político.

O peemedebista também acha difícil prever se o deputado conseguirá concluir seu mandato. "Não saberia dizer. Mas cumprirei meu dever", afirmou Alves, sinalizando que vai levar o assunto ao plenário da Casa assim que o relatório do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) passar pelo conselho.

A defesa de Vargas avalia recorrer ao Supremo Tribunal Federal das decisões tomadas pelo colegiado. O ex-petista é acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O caso veio à tona após a descoberta de que Vargas utilizou avião emprestado pelo doleiro para viajar com a família.

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