Caso de calouro continua sob segredo de justiça

A juíza do 5º Tribunal do Júri do Fórum Regional de Pinheiros, Maria Lúcia Pizzotti Mendes, indeferiu pedido da defesa e manteve segredo de justiça no processo por homicídio qualificado contra os médicos Frederico Carlos Jana, o Ceará, Guilherme Novita Garcia e contra os estudantes Ari de Azevedo Marques Neto e Luiz Eduardo Passarelli. Eles são acusados de causarem a morte por afogamento, durante trote violento, do calouro Edson Tsung Chi Hsueh, de 22 anos, em fevereiro de 99, na piscina da Associação Atlética da Faculdade de Medicina da USP. A defesa queria o levantamento do segredo de justiça argumentando que a medida prejudica os acusados. Acarreta falta de transparência dos atos processuais e impossibilita veiculação de informações a cerca do processo. Em sua decisão a juíza argumenta que o objetivo do segredo de justiça é "exclusivamente evitar o manuseio dos autos em cartório por terceiros, não diretamente interessados na causa". Acrescenta que esse manuseio, por se tratar de fato de conhecimento da imprensa, "poderia trazer a participação de curiosos ou de pessoas não afetas aos meios jurídicos", as quais poderia transmitir as informações colhidas "de maneira deturpada", o que não é de interesse dos réus e nem da justiça.

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