Caso Dantas não atinge partido, diz presidente do PT-SP

Grampos da operação Satiagraha apontaram supostas ligações entre banqueiro e ex-deputado petista

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

16 de julho de 2008 | 20h49

O presidente do PT no Estado de São Paulo, Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira, 16,  que não existem fatos concretos que desabonem membros do partido ligados ao sócio-fundador do Banco Opportunity,  Daniel Dantas, conforme apontou a Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF), e que não haverá impactos políticos negativos do caso para a legenda nas eleições municipais. "Estou muito tranqüilo, pois é muito mais uma onda de especulação sem nenhum fato concreto até o momento", disse o dirigente, que é prefeito de Araraquara (SP).   Veja também: Leia íntegra da decisão do juiz que aceitou denúncia  Lula cobra volta do delegado Protógenes ao caso Dantas Dantas deixa sede da PF após quase três horas de depoimento Procurador pede volta de delegado da PF ao caso Dantas Daniel Dantas chega à PF em São Paulo para prestar depoimento Presidente do STF justifica libertação de Dantas  Opine sobre nova decisão que dá liberdade a Dantas  Entenda como funcionava o esquema criminoso  Veja as principais operações da PF desde 2003  As prisões de Daniel DantasLogo após a deflagração da operação e a prisão de Dantas, grampos e documentos da PF apontaram supostas ligações entre o banqueiro e o ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP). "Ele foi contratado pelo Dantas e levantava informação sobre uma pessoa que estava sendo seguida no Rio de Janeiro", disse. "Ele tem de buscar informação e não há nada de ilegal, pois é um advogado criminalista", completou o presidente do PT paulista."Mesmo o Gilberto Carvalho, o que tem de fato concreto que o atinja?", indagou Silva sobre o fato de o chefe do Gabinete da Presidência da República ter sido procurado por Greenhalgh para que apurasse quem seguia, no Rio de Janeiro, o ex-diretor da Brasil Telecom Humberto Braz.Braz, que se entregou à PF no domingo, é apontado como um dos intermediários da tentativa de suborno ao delegado federal Vitor Hugo Rodrigues Alves Ferreira para obtenção de informações da investigação sobre o Opportunity. "O Gilberto declarou que não sabia de investigação alguma e que poderia ser até mesmo uma ameaça de seqüestro", afirmou o presidente do PT em São Paulo. Já sobre o possível envolvimento do deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), Silva reafirmou também que não há qualquer fato concreto contra o parlamentar.

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