Ueslei Marcelino|Reuters
Ueslei Marcelino|Reuters

Caso concorra ao Planalto, Meirelles diz que irá conversar com MDB sobre candidatura

Ministro da Fazenda ressaltou que ainda não decidiu se pretende mesmo concorrer à Presidência da República

Eduardo Laguna e Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

01 Março 2018 | 18h44

Potencial candidato à Presidência da República, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), confirmou nesta quinta-feira, 1, que poderá discutir sua candidatura pelo MDB caso decida concorrer à sucessão presidencial.

Ele fez, porém, a ressalva de que ainda não tomou a decisão se será candidato, de modo que o partido do presidente Michel Temer não pode decidir neste momento se abraça sua filiação.

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“Não se justificaria o partido tomar uma decisão se eu próprio não tomei uma decisão. Primeiro, se vou ser candidato ou não. Se for candidato, aí sim vamos conversar objetivamente”, declarou o titular da Fazenda após participar de evento na capital paulista.

Depois de lembrar que o MDB é um partido de abrangência nacional e de bases regionais fortes, Meirelles declarou que a definição sobre o candidato da sigla será tomada por seus diversos líderes.

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Ele repetiu que tomará até 7 de abril, prazo máximo de descompatibilização de cargos executivos por quem vai disputar as eleições, para tomar a decisão se participará da corrida ao Palácio do Planalto.

Disse ainda que vai avaliar até o fim do mês os resultados de pesquisas qualitativas, que levam em conta os programas dos candidatos, sobre a viabilidade de sua candidatura. Antes de dar a entrevista a jornalistas, Meirelles assinalou que tem uma equipe “excelente” no ministério e que qualquer um dos secretários da pasta seria um bom ministro da Fazenda caso ele tenha que deixar o cargo para se candidatar.

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Questionado sobre o que faria para dialogar com os segmentos mais populares do eleitorado, já que é visto como um quadro político com pouca abertura nesse segmento, Meirelles lembrou que já tem experiência em eleições - foi deputado por Goiás em 2002 - e que entende quais questões são essenciais no momento.

"O que interessa de fato à maior parte das pessoas: emprego e inflação baixa. Depois disso, o que se procura hoje é ética, reputação e competência. Nos sentimos, portanto, bastante confortáveis em discutir isso."

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