Caso BNDES: Tosto afirma ser inocente em depoimento

O advogado e ex-conselheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ricardo Tosto, depôs hoje por cerca de uma hora e meia na 2º Vara Criminal Federal de São Paulo. "Sou inocente e tive a oportunidade de provar isso hoje", disse. Tosto é acusado de facilitar e se beneficiar da liberação de empréstimos do banco estatal. A operação Santa Tereza, feita pela Polícia Federal e Ministério Público, apurou também crimes de prostituição, tráfico internacional de pessoas e lavagem de dinheiro.O advogado de Tosto, José Roberto Batochio, afirmou que "usaram indevidamente o nome de Tosto com o objetivo de aferirem mais indenização pelos trabalhos de consultoria prestados. Batochio se referia a serviço da Progus Consultoria, de Marcos Vieira Mantovani, réu no caso. A Progus prestou consultoria para os financiamentos para a prefeitura de Praia Grande (SP) e as Lojas Marisa, ambos sob suspeita.Batochio afirma que Tosto, em seu depoimento, disse que "não sabe nada a respeito desses financiamentos". "Ele não conhece o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), não conhece ninguém das Lojas Marisa, mas conhece Mantovani por ter prestado serviços jurídicos à Progus." Batochio reafirmou ainda que o conselho administrativo do BNDES não avaliza empréstimos e criticou o que ele denomina a "grampolândia". "Meu cliente foi estuprado em sua imagem."O advogado negou que haja cheques da Progus remetidos a Tosto. "É por isso que seu sigilo está aberto", disse. Para Tosto, a sigla RT presente em canhotos apreendidos na Progus pela Polícia Federal pode ser referir a qualquer "RT". "Pode ser qualquer um, Ricardo Teixeira, por exemplo, ou quem quer que seja", afirmou.

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