"Caso Banpará foi arquivado seis vezes", diz Jader

O presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho, usou a carta em que apresenta o pedido de afastamentotemporário para reafirmar sua defesa das acusações que estão sendo feitas contra ele.Jader reafirma que o Banco Central nunca apresentou provas de seu envolvimento no caso Banpará."O caso Banpará, ressuscitado pela enésima vez, já foi arquivadoem seis oportunidades pelos Ministério Público Federal e Estadual.""Em todas elas", diz a carta, "concluiu-se pela improcedência dasacusações com base em pareceres do próprio Banco Central que, conclusivamente, em 1992, isentou-me nominalmente deresponsabilidade. Sem mencionar os balanços aprovadas pelo Banco Central e pelo Tribunal de Contas do Estado, semregistros ou questionamentos sobre o assunto. Os documentos comprobatórios, certidões em meu favor não têm peso, nãomerecem crédito, não são divulgados."Jader defende-se também das acusações de desvios de recursos da extintaSuperintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da emissão de falsos Títulos da Dívida Agrária (TDA), durante operíodo em que era ministro da Reforma Agrária."Vítima de calúnia""No caso das TDAs, estou sendo vítima de calúnia, sendo apresentado comosuspeito e tratado como investigado".Jader afirma que o advogado que fez a denúncia de que ele teria recebido o pagamentopelos títulos negou a história na Polícia Federal.Sobre a Sudam, Jader garante que sua ex-mulher só recebeu R$ 422 mil paraimplantar um ranário, que, segundo ele, está em operação. "A versão caluniosa apresentou como tendo recebido R$ 9,6milhões"."Até meu pai, com 83 anos, doente, e minha mulher e irmãos são vilipendiados por aqueles que querem me atingir aqualquer preço e deteriorar minha imagem pública", salienta.

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