Caseiro recebeu depósitos e confirma que é filho de empresário

O pai do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que acusou o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, de freqüentar uma casa de lobista no Lago Sul, é um empresário de transportes de Teresina. Ele confirmou à imprensa que depositou R$ 25 mil na conta de Francenildo, escondido da família, para que comprasse um carro. O caseiro é filho de uma relação extraconjugal de Eurípedes Soares da Silva, que é proprietário da empresa Soares, uma pequena empresa com frota de seis ônibus fazendo linha para o povoado Nazária e o município de Monsenhor Gil.Francenildo chamou a atenção ao depor na CPI dos Bingos e afirmar que Antônio Palocci freqüentava a casa dos lobistas da região de Ribeirão Preto, em Brasília. O estranho foi quando se descobriu que na conta de Francenildo, na Caixa Econômica, tinha a quantia de R$ 38,86 mil.A princípio, desconfiou-se que o caseiro estivesse recebendo dinheiro para incriminar o ministro. Mas verificou-se e constatou-se, com declarações do próprio pai, que ele tinha dado o dinheiro.Segundo informações, Eurípedes Soares mora na zona Sul de Teresina, no bairro Parque Piauí, e a Empresa Soares funciona na Rua Pio XII, no bairro Tabuleta, também na zona Sul da capital. Ele tem evitado falar novamente com a imprensa porque, como Francenildo é filho extraconjugal, está afetando a sua relação familiar. Eurípedes Soares chegou até a renegar a paternidade de Francenildo.Mesmo assim, Eurípedes confirmou o deposito na conta nº 1048-8, na Caixa Econômica, em nome de Francenildo. Depois ele disse que só falaria novamente dos depósitos quando conversasse com um advogado que o orientasse.Segundo foi apurado, a conta tinha saldo de R$ 24,76. No dia 6 de janeiro recebeu R$ 10 mil. No dia 6 de fevereiro, foi feito outro deposito no valor de R$ 9,99 mil. No dia 16 de fevereiro houve outro depósito de R$ 10 mil. Outro depósito foi registrado em 3 de março no valor de 3,87 mil e o último registro de depósito é de seis de março no valor de R$ 5 mil.Dez dias depois Francenildo estava depondo na CPI. Ele confirmou que os depósitos são doações da família.

Agencia Estado,

17 de março de 2006 | 22h03

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