Caseiro reafirma denúncias contra Palocci

O caseiro Francenildo Santos Costa, conhecido como Nildo, reafirmou, em entrevista coletiva, que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, era freqüentador assíduo da casa no Lago Sul, em Brasília, onde se reuniam os integrantes da chamada república de Ribeirão Preto. A rotina da casa e as visitas do ministro foram revelas com exclusividade pelo caseiro ao Estado, em reportagem publicada ontem. Nesta quinta-feira ele presta depoimento à CPI dos Bingos.Fracenildo disse que Palocci visitava a casa quinta-feira sim, quinta-feira não, no horário entre 18 e 22 horas. Às vezes, disse ele, Palocci ia ao imóvel também aos domingos. Ele contou que foi uma vez ao Ministério da Fazenda, em companhia do motorista, levar um pacote de dinheiro para Ademirson Ariovaldo da Silva, secretário particular de Palocci. O caseiro disse que nunca conversou com o ministro pessoalmente. Eles apenas se entreolhavam, contou. Apenas uma vez falou com Palocci pelo interfone da guarita da Casa, que tem câmera de televisão. Palocci queria saber como saía da quadra residencial.Barco furadoO caseiro contou que resolveu dar a entrevista porque teve seu nome citado na CPI pelo motorista Francisco das Chagas Costa, que o acusou de levar malas de dinheiro para São Paulo. Em seguida, foi intimado pela Polícia Federal e se sentiu ofendido com o fato. Afirmou também que entrou "num barco furado" porque pensava que o pessoal de Ribeirão era honesto e depois viu "esta sujeira toda".Na segunda-feira, o ministro Antonio Palocci divulgou um comunicado no qual negou que freqüentasse a casa no Lago Sul e que tivesse conhecimento de qualquer atividade que acontecia no imóvel. O comunicado afirma também que o ministro não sabe dirigir em Brasília.

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