Casas justificam gasto com uso de domínio

Câmaras Municipais consultadas pelo Estado admitem o uso do domínio pago .com.br e dizem conhecer a alternativa gratuita da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp). Alegam, no entanto, que o endereço antigo "fica na memória do munícipe" com mais facilidade, e por isso é mantido pelas Casas - apesar do custo de R$ 30 por ano.Segundo a chefe de planejamento da Câmara de Botucatu, Rosângela Prestes, a Casa utiliza dois domínios: um .com.br e outro .sp.gov.br. Segundo ela, o endereço fornecido pela Prodesp não possibilitava a transmissão de arquivos com grande quantidade de dados. "Foi feito um estudo há cerca de três anos e o .com.br é uma alternativa."De acordo com Rosângela, uma reunião na Câmara definiu que "munícipes de Botucatu, quando vão consultar internet e vão procurar sites de interesse, procuram o .com.br e não haveria mal nenhum em ter os dois". "O Tribunal de Contas do Estado já nos fiscalizou e não teve oposição nenhuma ou alerta com relação a isso."O responsável pelo setor de tecnologia da Câmara de Ourinhos, Paulo Alexandre, explicou por que utiliza dois domínios: "Mantemos o .com.br porque é um domínio que está na memória do munícipe. Se tirarmos de imediato, a pessoa vai cair em uma página que não existe." Segundo ele, está prevista uma mudança definitiva para o endereço gratuito fornecido pela Prodesp em 2010.A direção da Câmara de São José do Rio Preto avisou, por meio de sua assessoria, que o ".com.br é mais fácil para o pessoal gravar, o .sp.gov.br tem mais dificuldade". O Estado procurou as Câmaras de São Sebastião e Araçatuba, mas não obteve resposta. Procuradas, as Câmaras de Chavantes e Estiva Gerbi, que tinham em suas páginas na internet exemplos de conteúdo não condizente com suas atividades, não atenderam a reportagem.

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