Casamento comunitário une 950 casais na região do ABC

Neste domingo, 950 casais disseram "sim" para juízes de paz e saíram do Ginásio Poliesportivo de São Bernardo do Campo casados. O primeiro casamento comunitário da região do Grande ABC foi uma festa, com 32 juízes de paz dos cartórios do Centro de São Bernardo, do Riacho Grande e de Rudge Ramos. Artur França de Lima, de 77 anos, o noivo mais velho da turma, estava radiante. Ele, que se casou com Josefa Luiza da Silva, de 41 anos, teve como padrinhos ninguém menos que o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e sua mulher, Lu Alckmin. Lima e Josefa vivem juntos há 20 anos e têm dois filhos, José Anderson, de 16, e Jéssica, de 12. Eles não puderam se casar antes porque Artur era separado, mas não divorciado. Há quatro anos a primeira mulher morreu, mas a falta de dinheiro adiou o casamento. "Para quem ganha um salário mínimo, tirar R$ 180 para pagar as taxas do casamento é muito difícil, por isso a gente não tinha casado oficialmente ainda", disse Josefa. A idéia da organização do casamento comunitário surgiu para resolver o problema dos que não podiam arcar com as custas normais do processo. Para garantir o direito à gratuidade, os noivos tiveram de provar que recebem menos de dois salários mínimos mensais. Empresas que patrocinavam o casamento promoveram sorteios de cestas básicas e de eletrodomésticos para os recém-casados. A divulgação foi feita no programa Escola da Família. Os casamentos foram realizados em regime de comunhão parcial de bens, ou seja, os dois só têm direito aos bens adquiridos após a união.

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