Casal deixa residência oficial no Lago Sul

Apesar de caracterizar como transitório seu afastamento da presidência do Senado, pelo prazo de 45 dias, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) sinalizou ontem que nem ele mesmo acredita no seu retorno ao cargo. Ele e a mulher, Verônica, iniciaram ontem os procedimentos para deixar a residência oficial da presidência do Senado. A vistoria dos bens da casa, no Lago Sul , já está em curso, como é praxe a cada troca de morador. Renan disse ao presidente interino do Senado, senador Tião Viana (PT-AC), que vai mudar para o apartamento funcional da família, que nunca foi desativado. Fora do cargo, Renan transfere automaticamente ao substituto, Tião Viana, todas as prerrogativas da presidência. Desde quinta-feira, quando anunciou sua decisão de se licenciar, ele passou a usar o veículo dos demais senadores, um Fiat Marea, e não mais o Ômega blindado da presidência. A licença também tira de Renan a prerrogativa de requisitar jatinhos da Força Aérea ou de requerer a formação de cadeia nacional de rádio e TV. O Senado também perde com a licença. Segundo decisão do Supremo Tribunal Federal, no período de afastamento do titular, a presidência do Congresso passa a ser exercida pelo primeiro vice-presidente da Câmara - deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) - ao qual compete, por exemplo, convocar sessão conjunta para, se for o caso, examinar vetos presidenciais. Apesar de não ser o primeiro presidente do Senado a se licenciar - em julho de 2002, Jader Barbalho (PMDB-PA) fez o mesmo -, Renan terminou por provocar algumas situações inusitadas, como é o caso da mudança da residência oficial. Jader nunca havia morado ali.

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