Casal cubano quer a filha no Brasil

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) negou que irá intermediar junto à embaixada de Cuba o apelo de um casal cubano de trazer a filha, uma menina de 11 anos, para morar no Brasil. Zaida Jova Aguila e Vicente Bezerra Sablón são estudantes de pós-graduação da universidade e vivem há quatro anos em Campinas, a 100 quilômetros. Desde que se mudaram para a cidade, solicitam ao governo de Cuba a permissão para que a filha Sandra possa vir morar com eles, sem sucesso.O casal garantiu, em entrevista a um jornal local, que jamais fez oposição ao regime político cubano, mas gostaria de ter a família reunida no Brasil. Sandra vive atualmente na cidade de Santa Clara e cursa o quinto ano do ensino básico, que em Cuba dura 12 anos. Ela mora com os avós maternos e se comunica com os pais apenas por telefone. A menina tem um irmão, Daniel, de três anos, nascido no Brasil. Mas apenas o conhece por fotografia. Os dois irmãos legítimos nunca se encontraram. O nascimento de Daniel garantiu ao casal o direito de permanência no Brasil.Em uma nota divulgada esta semana à imprensa, a Unicamp informou que a universidade tem acordo com vários países para o intercâmbio de alunos de cursos de pós-graduação, entre eles Cuba. Ainda segundo a nota, a universidade abriga atualmente 58 alunos cubanos e a ela "cabe defender o projeto e os estudantes de modo a garantir que eles obtenham um bom desempenho em seus respectivos cursos".O caso de Zaida e Sablón, conforme a nota, tem aspectos que fogem do âmbito acadêmico e devem ser tratados exclusivamente pela "esfera da diplomacia e dos entendimentos governamentais. Dessa forma, não cabe à Unicamp intervir em eventuais negociações desse gênero". A universidade informou também que se colocou à disposição dos alunos para quaisquer outros esclarecimentos que os ajudem a manter contato com as representações diplomáticas dos dois países.

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