Casal amigo de ex-presidente da Delta pode atuar na CPI

O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), negou pedido do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) para afastar o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a deputada federal Iracema Portella (PP-PI), que são casados, da apreciação de qualquer pedido referente ao ex-presidente da Delta Construções Fernando Cavendish.

RICARDO BRITO, Agência Estado

26 Junho 2012 | 11h42

Randolfe Rodrigues apresentou uma questão de ordem sob o argumento de que o casal é amigo de Cavendish, o que o tornaria suspeito de votar qualquer matéria referente ao ex-presidente da Delta. Ciro é integrante da CPI, tendo votado para adiar a votação do requerimento de convocação do representante da construtora, suspeita de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Segundo Vital do Rêgo, apesar de os parlamentares admitirem que são amigos de Cavendish, não há prova de que a amizade seja íntima de forma a colocá-los em suspeita. "A regra da suspeição deve ser interpretada com temperamentos", afirmou o presidente da CPI, ressaltando que não há circunstâncias que impeçam o casal de atuar na comissão.

Após a decisão, Randolfe anunciou que vai recorrer ao plenário do Senado, depois de ouvir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para que a Casa dê uma interpretação sobre o tema. Segundo o senador do PSOL, o regimento interno é omisso em relação a casos de suspeição.

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