Casagrande elogia antecessor durante cerimônia de posse

O ex-governador Paulo Hartung deixa o cargo com uma aprovação recorde de 90%

Alexsander Pandini,

01 de janeiro de 2011 | 14h47

VITÓRIA -O governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), tomou posse do cargo diante de um plenário lotado de autoridades e com as galerias tomadas por populares na Assembleia Legislativa, em Vitória. O vice-governador do estado é Givaldo Vieira (PT). Casagrande discursou rápido e foi para o Palácio Anchieta, onde o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) o aguardava, e o novo governador agradeceu os avanços que ele proporcionou ao Espírito Santo, no seu mandato. Hartung, que deixa o cargo com uma aprovação recorde de 90%, teve uma atuação bastante discreta. Transferiu a faixa de governador e foi para Brasília sem acompanhar toda a cerimônia.

 

Do lado de fora do Palácio Anchieta, foi montado um palco na praça João Clímaco, no centro histórico da capital. O pastor Hernandes Dias Lopes, da igreja presbiteriana, e o arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha Vilela, fizeram leituras da bíblia, e em seguida Casagrande discursou novamente. Ao fim, voltou para o Palácio para receber os cumprimentos. A cerimônia toda durou cerca de 4 horas.

Eleito com 82,3% dos votos válidos -2ª maior votação no país - Renato Casagrande conta bom trânsito no Governo Federal. Foi líder do PSB no Senado. Essa boa relação com o PT, inclusive, viabilizou a candidatura dele, já que Hartung, a princípio, pensava em apoiar Ricardo Ferraço (PMDB), que acabou eleito senador.

 

Nos dois discursos que fez, Casagrande reconheceu os avanços obtidos por Hartung, mas realçou que sua gestão quer ir além da continuidade: "é necessário avançar na redução das desigualdades regionais e na promoção das boas políticas sociais hoje em curso". Ainda segundo ele, "o desenvolvimento social é um direito, uma escolha do conjunto da sociedade, e o Governo do Estado tem que ser indutor e não obstáculo a esses objetivos".

 

O primeiro desafio pela frente é que foram entregues muitas obras e programas no último ano no sistema prisional, na saúde, educação e assistência social, que vão gerar aumento de custeio da máquina pública. Será necessário manter o equilíbrio fiscal e ao mesmo tempo atender às expectativas sempre crescentes da população capixaba, instigada pela "maré boa" dos últimos anos. Em contrapartida, Casagrande recebe uma administração eficiente, bem estruturada, e dinheiro em caixa - cerca de R$ 1 bilhão - para enfrentar os desafios do futuro.

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