DIDA SAMPAIO/ESTADAO
DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Casa Civil terá muito trabalho para fazer articulação política

Núcleo duro do governo já mostra interesses antagônicos e gera confusão na comunicação; Onyx Lorenzoni enfrentará muito 'fogo amigo'

Rodrigo Prando, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2019 | 05h00

Iniciado o ano parlamentar, com deputados e senadores escolhendo os presidentes de ambas as Casas, caberá ao governo Bolsonaro iniciar de maneira afinada suas relações políticas, o diálogo necessário entre os Poderes da República. Ter o apoio dos presidentes da Câmara e do Senado será essencial para a aprovação das importantes reformas, especialmente a reforma da Previdência. 

No entanto, o núcleo duro do governo já mostra interesses antagônicos e gera confusão na comunicação, seja entre os atores políticos ou mesmo com a mídia. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, terá muito trabalho na articulação política e, ainda, muito “fogo amigo” para enfrentar. 

No bojo da Câmara, o PSL, partido do presidente, tem a segunda maior bancada, mas com deputados inexperientes e sem o necessário traquejo discursivo, prático e simbólico inerentes à atividade parlamentar.

Já a oposição, seja com a combalida narrativa petista ou com uma oposição distante e independente do PT, com Ciro Gomes, Marina Silva, PPS, entre outros, não se fez presente neste primeiro mês de Jair Bolsonaro à frente do poder. Deverão, todos os parlamentares, em breve, iniciar suas ações de alinhamento e oposição ao governo.

O Congresso foi, em parte, renovado, mas em termos de valores e ideias está, majoritariamente, mais próximo de Bolsonaro, na conjugação de liberalismo na economia e conservadorismo nos costumes. 

*É PROFESSOR E PESQUISADOR DO MACKENZIE

Tudo o que sabemos sobre:
Onyx LorenzoniJair Bolsonaro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.