Casa Civil pede auditoria em repasses do PAC

Decisão foi tomada após denúncia da PF sobre fraudes em repasse de dinheiro federal para municípios

da Redação,

23 de junho de 2008 | 22h05

Pressionada pela Operação João de Barro, da Polícia Federal, que identificou fraudes em obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a Casa Civil pediu auditorias em todos os contratos de repasse de dinheiro federal para os municípios suspeitos de irregularidades. A ministra Dilma Rousseff é a gerente do PAC.   Veja também: PF prende grupo por desvio do PAC   Segundo a CGU, o trabalho da força-tarefa, composta por auditores e técnicos da Caixa Econômica Federal (CEF), órgão repassador do dinheiro, se concentrará na análise de 268 contratos de obras de habitação e saneamento incluídos no PAC, totalizando R$ 2,036 bilhões.   Os contratos, de acordo com a CGU, se encontram em diferentes estágios de execução, alguns com obras já em andamento mas a maioria com as obras ainda a serem licitadas. De acordo com nota da Controladoria, a força-tarefa vai examinar a adequação técnica e de preços dos projetos; passar um pente fino nos processos licitatórios, e, no caso dos que já tiveram recursos liberados, verificar o andamento e a qualidade das obras.   No front legislativo, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta segunda-feira, 23, que não há elementos suficientes para a Corregedoria investigar os deputados mineiros João Magalhães (PMDB) e Adelmir Camilo (PDT). "Até o presente momento não há elementos para levar o assunto à investigação na Corregedoria Geral da Câmara", afirmou Chinaglia. Os dois parlamentares agiriam para facilitar a liberação de verba do orçamento para as obras.   Magalhães e Adelmir tiveram seus gabinetes examinados na última sexta-feira por policiais federais. Documentos e computadores foram recolhidos dos gabinetes. Mas os dois deputados afirmam ser inocentes e negam envolvimento com as irregularidades.   Ao lado da Polícia Federal, a CGU participa da Operação João de Barro, desde o seu início, em junho de 2007. Além de ajudar na decodificação das escutas telefônicas, a CGU fez, a partir delas, um roteiro das liberações de recursos federais para os municípios fiscalizados na operação.

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