Casa Civil nega existência de dossiê sobre gastos de FHC

Sindicância vai apurar responsabilidade pelo vazamento de informações do Sistema de Suprimento de Fundos

Agência Estado,

22 de março de 2008 | 16h56

A Casa Civil da Presidência da República divulgou neste sábado, 22, nota em que nega a existência de qualquer dossiê sobre gastos com suprimentos de fundos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), conforme publicado na revista Veja desta semana. Segundo a Casa Civil, uma sindicância vai apurar a responsabilidade pelo vazamento de informações do Sistema de Suprimento de Fundos (Suprim). Na reportagem que deu origem à nota, a revista Veja afirma que uma equipe do Palácio do Planalto teria preparado um dossiê sobre gastos efetuados nos anos de 1998, 2000 e 2001 pelo então presidente, sua esposa, Ruth Cardoso e assessores nas chamadas contas tipo B, usadas para saque em dinheiro em conta administrada pelo servidor. "O que a revista apresenta são fragmentos extraídos de uma base de dados do sistema informatizado de acompanhamento do suprimento de fundos (Suprim)", avalia a Casa Civil. O sistema foi criado por orientação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que fossem estabelecidos mecanismos que dessem maior transparência ao acompanhamento dos gastos.O Suprim começou a ser alimentado em 2005. O processo de alimentação retroagiu para 2004 e 2003 e agora estariam sendo digitalizados os documentos dos três anos citados na reportagem da Veja. A Casa Civil também contesta os valores de gastos apresentados pela revista: "Nos três anos referidos pela matéria, o gasto médio anual em suprimento de fundos da Presidência da República não ultrapassa a R$ 3,6 milhões de reais em valores nominais." As informações são da Agência Brasil PSDB O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), também divulgou nota responsabilizando diretamente o Palácio do Planalto pela divulgação do suposto dossiê. Segundo ele, "é procedimento típico do governo Lula e de integrantes do seu partido, e desta vez não são os 'aloprados'. São do Palácio do Planalto as informações que foram parar nas páginas da Veja. Somente lá existem os dados. As contas deles são 'secretas', as do governo anterior, não. Não vão, porém, intimidar o PSDB". De acordo com o líder, o partido "não se dobra a chantagens, não tem nada a esconder". Ele defendeu que sejam "abertas todas as contas, as deste governo e as do governo anterior, tudo às claras", porque "o contribuinte tem o direito de saber o que fazem com o seu dinheiro" Virgílio ressalta que o "vamos exigir do Ministério Público Federal que apure e puna a divulgação de dossiês com fins de chantagem política e vamos cobrar do presidente da República, agora com mais razão, a abertura de suas contas. Que a transparência seja total".  (Com informações da Agência Brasil)

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