Casa Civil expressa pesar pela morte de Itamar

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, expressou em nota seus sentimentos sobre a morte do ex-presidente e senador mineiro pelo PPS Itamar Franco, na manhã de hoje na capital paulista.

AE, Agência Estado

02 de julho de 2011 | 16h14

Conforme a ministra, Itamar foi bom para Minas Gerais e para o Brasil. "Graças à sua luta, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) e Furnas (Centrais Elétricas) não estão privatizadas. Foi grande na luta contra a ditadura militar. Convivi com ele no Senado Federal, onde tivemos debates duros, porém respeitosos e a favor do que entendíamos ser melhor para o país", afirmou.

PPS

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno, lamentou a morte de Itamar Franco, vice-presidente da legenda. Segundo o parlamentar, o País perde um grande republicano. "Temos que vê-lo como um homem público da maior relevância para o País. Na política, sempre deixou sua marca republicana, atento a tudo. Sempre chamando a responsabilidade do homem, do brasileiro, para o futuro. O PPS perde uma grande liderança e o Brasil um grande político", lamentou Rubens Bueno.

Lindberg Farias

O senador Lindberg Farias (PT-RJ), ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e um dos líderes do movimento dos caras-pintadas que resultou no impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, divulgou nota de pesar pelo falecimento do ex-presidente da República e senador Itamar Franco (PPS-MG). Na nota, Lindberg Farias destacou o papel que Itamar exerceu sobre os estudantes e sobre toda uma nova geração que entrava para a política naquele momento.

"Itamar Franco assumiu a Presidência em um momento de crise política profunda e soube construir um diálogo com o movimento estudantil. A primeira audiência de Itamar como presidente foi com a UNE. Nós nem precisávamos marcar audiência para ser recebidos no Palácio do Planalto. Ele resolveu o problema das mensalidades escolares, devolveu o terreno da UNE tomado pela ditadura militar", lembrou ele, na nota. "Itamar teve um papel muito importante para uma geração que estava entrando na política naquele momento. Estou muito triste", concluiu.

OAB-SP

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - seção de São Paulo (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D''Urso, lamentou a morte de Itamar Franco, afirmando que ele deixou um importante legado para os brasileiros.

"Ele assumiu a presidência em um momento difícil para o País, após o primeiro impeachment de um presidente da República e soube construir uma base aliada para consolidar a democracia brasileira e trabalhar para que o Brasil iniciasse um processo de estabilidade da economia e de grande prosperidade, que perdura até hoje", afirmou D''Urso.

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