Carvalho volta a defender Palocci de acusações

O ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, saiu novamente em defesa do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que há duas semanas enfrenta uma crise política, depois da divulgação de que seu patrimônio foi aumentado em 20 vezes durante os quatro anos de mandato. "O Palocci está aí. Está trabalhando", disse.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

25 de maio de 2011 | 14h38

Questionado sobre a divulgação de informações que a Caixa Econômica Federal repassou à Polícia Federal, no inquérito sobre quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa, de que o responsável seria o gabinete do então ministro da Fazenda Antonio Palocci, Carvalho reagiu respondendo: "Isso é um fato por demais debatido na sociedade, já conhecido há muito tempo. O Palocci já sofreu todas as consequências desse processo e eu acho estranho que venha ser colocado agora de novo".

Em seguida, Carvalho disse que "não tem problema" este assunto ser tratado, insistindo que o ministro Palocci está trabalhando normalmente. "Acho que nada muda a nossa posição. Quero insistir nisso. Nossa ordem aqui é trabalhar muito, realizar o compromisso que nós temos com o País", completou.

Carvalho rejeitou ainda a possibilidade de o governo estar negociando com a bancada evangélica e católica a retirada dos textos e propagandas tratando de homofobia para evitar a convocação do ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, ao Congresso. Os deputados ameaçaram na noite de ontem, em plenário, apoiar a convocação de Palocci, caso o governo não retirasse as cartilhas e propagandas de homofobia.

No encontro com Carvalho, reiteraram isso, e afirmaram à imprensa, na saída do encontro, no Planalto, que iam mudar esta decisão de apoiar a convocação por conta da suspensão e divulgação das publicações. "Não tem toma lá dá cá", reagiu o ministro Gilberto Carvalho ao ser questionado sobre a intenção dos parlamentares da bancada evangélica. "Nós oferecemos o diálogo e eles que tomassem a atitude que achassem consequentes. Eles é que decidiram suspender aquela história que estavam falando (apoiar convocação de Palocci)", prosseguiu o ministro.

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