Carvalho: tema dos royalties é 'muito delicado'

O ministro-chefe da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, disse que o projeto que altera a distribuição dos royalties é um tema "muito delicado". Ele reiterou a disposição da presidente Dilma Rousseff de analisar detidamente o texto para somente depois emitir qualquer opinião sobre o assunto.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

09 de novembro de 2012 | 17h01

"A presidenta foi clara, nesta sexta-feira. O governo primeiro vai ler com calma o projeto e depois a presidenta vai se pronunciar. É uma questão muito delicada e a presidenta já manifestou-se ontem com toda a prudência de que o governo, recebendo o texto, vai se dar ao trabalho de fazer uma análise e depois vai se pronunciar", afirmou o ministro. Ele participou na manhã desta sexta-feira do "III Fórum Interconselhos", evento realizado com o objetivo de apresentar e debater a proposta de monitoramento participativo do Plano Mais Brasil - Plano Plurianual (PPA) 2012-2015.

A ordem da presidente Dilma é evitar que os ministros emitam opinião sobre o tema para evitar que a polêmica seja alimentada e as disputas do Congresso sejam transferidas para o governo. Por isso mesmo, seguindo a linha de Gilberto Carvalho, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, após participar da cerimônia com seu colega da Secretaria-Geral, também desconversou ao ser questionada sobre o assunto. Repetindo o discurso de Gilberto Carvalho, a ministra Miriam lembrou que a presidente "já emitiu nota específica" falando sobre o projeto dos royalties "e ela é a maior autoridade a falar do assunto".

Até o início da tarde desta sexta o projeto não havia chegado à Casa Civil. A ideia da presidente é, assim que o projeto chegar, encaminhá-lo à Advocacia-Geral da União para que o texto seja esmiuçado. Dilma pretende gastar todos os 15 dias úteis que a legislação lhe dá, até que decida pela sanção integral ou parcial do texto. A presidente quer deixar que o Congresso reflita sobre o que fez e tente encontrar um caminho para resolver o problema.

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