Carvalho responsabiliza oposição por eventual escândalo

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, responsabilizou nesta quarta-feira a oposição por um eventual escândalo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, alvo de uma série de questionamentos por conta de denúncias de combinação de perguntas que seriam feitas a dirigentes da empresa.

RAFAEL MORAES MOURA, Estadão Conteúdo

06 de agosto de 2014 | 20h01

O ministro também alfinetou o candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), que havia dito que os tucanos irão participar da CPI da Petrobras no Senado, abandonada pela oposição desde a sua criação. Mais tarde, Aécio disse que cometeu um engano e se referia à CPMI, composta por senadores e deputados. O tucano confirmou que irá permanecer no mandato de senador durante o período das eleições.

"O senador Aécio Neves é senador da Casa, a coisa mais natural, como qualquer senador, é que ele compareça a essa Casa, seja atuante, como qualquer senador deveria ser sempre", disse Carvalho a jornalistas, após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados para tratar do decreto que institui a política nacional de participação social.

Em nota, o secretário executivo da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Luiz Azevedo, reconheceu hoje que colaborou no "roteiro" e "estratégia" da CPI da Petrobras no Senado. "Eu vejo uma tentativa de criar um escândalo que, na verdade, se ocorreu, ocorreu em grande parte por uma brutal omissão da oposição que entendeu que não deveria participar das sessões da CPI. Não me cabe explicar isso", afirmou Carvalho.

"Essa questão da CPI é uma questão do Congresso Nacional. Como cidadão, a minha pergunta é a seguinte: houve algum cerceamento para que a oposição apresentasse questões aos funcionários, aos diretores da Petrobras, ou não? Se tivesse havido cerceamento, aí sim teríamos um escândalo, um problema", comentou o ministro. Para Carvalho, se a oposição não compareceu à CPI e não elaborou as perguntas que achava que deveriam ter sido feitas, "é um problema da oposição e ela tem de prestar contas ao País se ela se omitiu".

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