Carvalho reconhece falta de rapidez da máquina do governo

'Máquina do governo não opera com rapidez necessária aos clamores da população', diz ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República

Rafael Moraes Moura, Agência Estado

31 de julho de 2013 | 13h37

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, reconheceu nesta quarta-feira, 31, que a máquina do governo não opera com a "rapidez necessária" para atender aos clamores da população. O comentário foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto de lançamento do Programa Cataforte - Negócios Sustentáveis em Redes Solidárias, que prevê investimentos de R$ 200 milhões para empreendimentos de catadores de materiais recicláveis.

"Vocês sabem que ser governo não é fácil. Estão vendo essa ''buzininha'' tocando? Sabe o que é trabalhar o dia inteiro com essa ''buzininha'' no ouvido?", disse o ministro, referindo-se a um protesto de papiloscopistas na área externa do Planalto, que tocavam buzinas. Os papiloscopistas cobram do Palácio do Planalto a sanção sem vetos de projeto de lei que os reconhece como peritos oficiais.

"Essas buzinas são físicas, mas também são políticas, o tempo todo você trabalha no governo com uma enorme buzina, a buzina da pressão, a buzina das causas justas que precisam de urgência e as quais a gente não consegue responder com a mesma urgência. A buzina das tensões, de você querer fazer uma coisa e ver como ela demora a acontecer lá na ponta, a angústia de perceber que a máquina do governo não opera com a rapidez necessária aos clamores da população e pelos ideais que nos perseguem até aqui", prosseguiu Carvalho.

Mesmo assim, destacou Gilberto, o lançamento do Cataforte marca um dia de "alegria". "Porque essa buzina se transforma hoje em doce música para os ouvidos da gente, quando a gente vê que aquela pequena semente que foi plantada hoje se estrutura de uma árvore já frondosa, persistente, que dá frutos e que muda efetivamente a vida das pessoas", completou.

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