Carvalho nega fim do casamento com PMDB por derrota no Código Florestal

Para ele, relação, como todos os casamentos, enfrenta crises, mas precisa ser cultivada e conservada

Tânia Monteiro / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2011 | 14h32

O ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, disse nesta quarta-feira, 25, que a derrota do governo na votação do Código Florestal não significa que o casamento entre o PMDB e o governo acabou. Segundo Gilberto Carvalho, "é evidente" que o governo não gostou do resultado da votação e que, agora, tem de esperar para tentar fazer as modificações necessárias no Senado.

 

"É evidente que nós (governo) não ficamos satisfeitos com a votação final do código, uma vez que nós gostaríamos que o acordo realizado anteriormente pudesse prevalecer", declarou Gilberto acentuando, no entanto, que o governo "não jogou a toalha". E emendou: "as posições jogadas com clareza pela presidente prevalecem e nós agora iremos para o front do Senado fazer esse embate, esperando que o bom senso prevaleça e que nós tenhamos de fato um código que combine o respeito à produtividade com nossa posição clássica, com o respeito à natureza".

 

Depois de reiterar que "essa batalha se dará agora no Senado", Gilberto acrescentou que tudo será discutido "com tranquilidade" e a expectativa é de que "os ânimos se acalmem e o debate possa ser sem tantas paixões tendo em vista inclusive os resultados". Isso porque, segundo ele, o governo entende que "uma lei não vale apenas para agora, ela tem de pensar o futuro do País".

 

Ao ser questionado sobre a posição do PMDB na noite da terça-feira, 24, em plenário, quando o líder peemedebista Henrique Eduardo Alves disse que não aceitava que os ministros do partido continuassem constrangendo a bancada, Carvalho afirmou que o casamento entre PT e PMDB não acabou e que, como todos os casamentos, enfrenta crises, mas que há uma relação que precisa ser cultivada e conservada.

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