Carvalho: governo não deve 'ter medo' nas eleições

Um dos auxiliares mais próximos da presidente Dilma Rousseff, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou nesta quarta-feira que "é muito cedo" para ver as peças que estarão sendo jogadas no tabuleiro político das eleições de 2014. Para Carvalho, o governo federal não deve ter "medo de ninguém" na campanha pela reeleição de Dilma.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

14 de agosto de 2013 | 19h21

"É muito cedo para ver quais são as peças que estarão de fato sendo jogadas. Temos que esperar para ver como vai se definir todo o processo eleitoral", disse o ministro a jornalistas no Palácio do Planalto. "Não temos medo de disputa com ninguém, insisto, com ninguém. Porque eu acho que nós conseguimos mudar a cara deste País, não é à toa que continuam nos apoiando e é isso que nos interessa, o apoio do povo e a seriedade com que nós trabalhamos."

Para Carvalho, é "evidente" que há um apoio social "amplo" para a eventual candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Integrantes da Rede Sustentabilidade consideram que o segundo lugar de Marina nas pesquisas de intenção de voto vai contribuir para que o novo partido consiga o registro a tempo de disputar as próximas eleições.

"Ela (Marina) tem um leque de apoio importante, nós temos que respeitar. Tenho certeza de que o Rui (Falcão, presidente do PT) respeita a candidatura dela, temos que levá-la a sério. Claro que tem um problema ainda se a Rede se legaliza ou não, mas isso não é uma questão nossa, é uma questão dela e da Justiça Eleitoral", afirmou o ministro.

Em evento nesta terça-feira, 13, de lançamento de sua candidatura à reeleição para a presidência do PT, Falcão afirmou que a candidatura de Marina não é competitiva. Ele aposta em mais uma polarização eleitoral com o PSDB em 2014.

"Nós não temos que estar preocupados com quem será candidato, temos que estar preocupados em qualificar a candidatura da presidente Dilma à reeleição", disse Carvalho.

Segundo Carvalho, a qualificação da candidatura de Dilma se dará pelo "foco no trabalho" e na entrega de obras. "Nós sabemos da seriedade da presidenta, da seriedade do trabalho que nós estamos realizando, do que nós realizamos tanto nesses dois anos e oito meses, quanto nos oito anos anteriores."

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