Carvalho diz 'estranhar' críticas de Geddel a PT

ministro-chefe da secretaria geral da Presidência, Gilberto Carvalho, considerou "absolutamente estranhas" as afirmações de um dos diretores da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima, pré-candidato do PMDB ao governo da Bahia que, nas inserções do programa eleitoral do partido no estado, criticou o governador petista Jacques Wagner, defendeu os governos tucanos e disse que "o PT já deu a sua contribuição".

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

17 de agosto de 2013 | 12h33

Segundo Gilberto, que ressalvou não ter assistido ao programa eleitoral, Geddel "deve pesar quais são as opções dele, deve estar fazendo seus cálculos (políticos)" e sugeriu que essa postura pode levar à perda do cargo no governo federal. "É evidente que, se existir uma atitude dessa de ruptura com o governo, isso vai ter de ser analisado pelos partidos daqui a pouco", declarou o ministro, lembrando que antecipação de campanha não interessa ao governo federal.

Depois de citar que "começou o nervosismo típico de campanha eleitoral", Gilberto lembrou que considera isso "normal" e acrescentou que quem está no governo não tem sossego nunca. "Quem está no governo sabe disso e por isso que não é bom ficar muito tempo (no governo) porque é muito cansativo", observou.

Mas Gilberto insistiu em que o governo está preocupado em governar e não em tratar de campanha eleitoral, sugerindo que esta é uma pauta da oposição. "Ficar pensando em 2014 agora e não é só retórica, de fato, para nós, não interessa", observou o ministro. Para ele, "se alguém usar o programa eleitoral para dar uma espetada lá outra aqui, é de responsabilidade da pessoa". De acordo com Gilberto, não é orientação do governo partir para o ataque. Ele citou que a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, em todas as reuniões, está preocupada em "cobrar trabalho, concentração e aceleração dos processos".

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