Carvalho descarta 'perseguição' a Campos por cobrança a Porto de Suape

Pedido da Presidência para governo de Pernambuco devolver R$ 13,8 milhões ocorre após saída do PSB da base aliada

Beatriz Bulla, Agência Estado

25 Outubro 2013 | 14h18

São Paulo - O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira, 25, que não se trata de "perseguição" o pedido para o governo de Pernambuco devolver aos cofres federais R$ 13,8 milhões repassados pela União ao Porto de Suape. A ação ocorre após o governador pernambucano Eduardo Campos romper com a presidente Dilma Rousseff e formar aliança com Marina Silva para as eleições de 2014.

Segundo Carvalho, a cobrança é uma questão do trabalho dos órgãos de controle e não tem relação política. "Não esperem nunca de nós nenhum ato persecutório ou discriminatório em relação a outro candidato", afirmou.

O ministro apontou também que Eduardo Campos pertencia à base do governo e "seria muito pequeno" da parte do governo "qualquer ato de persecução ao Eduardo". "Não se trata disso", completou. Carvalho ressaltou que o processo em relação a Suape é um processo que se desenrola e tem questões do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU).

A cobrança enviada a Suape refere-se à dragagem dos acessos ao Estaleiro Atlântico Sul, já encerrada. A Presidência quer a restituição de R$ 13,8 milhões que, no seu entendimento, pagou a mais. A SEP emitiu a notificação para o ressarcimento no dia 7 deste mês, cinco dias após a Secretaria de Controle Interno da Presidência (Ciset) emitir uma nota técnica a respeito. Segundo o ofício da SEP, Suape tem até 14 de novembro para tomar medidas.

Em nota, a administração do Porto informou discordar do pedido de devolução e que  "está analisando as medidas cabíveis administrativas e, eventualmente, judiciais a serem tomadas, uma vez que entende ter cumprido integral e licitamente o pactuado" para as obras.

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