Carvalho defende apoio à reforma com 'distanciamento'

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quinta-feira, 08, que o Palácio do Planalto deve apoiar com "distanciamento" a proposta de reforma política do movimento Eleições Limpas, organizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e várias entidades. "Devemos apoiar, com o devido distanciamento, no sentido de que o governo não tem que se meter, é uma ação da sociedade, mas nós vemos com extremos bons olhos que a sociedade tome essa iniciativa e dialogue com o Congresso", afirmou o ministro.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

08 de agosto de 2013 | 18h30

Entre as principais mudanças defendidas pelo movimento Eleições Limpas estão o sistema de voto em dois turnos nas eleições proporcionais (com votação primeiro nos partidos e depois nos candidatos), proibição da doação de empresas a campanhas (cada eleitor poderá doar até R$ 700), criminalização do caixa dois (com pena de reclusão de dois a cinco anos) e a escolha dos candidatos de cada partido por meio de prévias fiscalizadas pelo Ministério Público e Justiça Eleitoral.

"Espero que o Congresso tenha maturidade para entender esse momento do País e acolha essa sugestão de uma verdadeira reforma política que é, insisto, a melhor forma de dar conta do combate à corrupção", disse Carvalho.

Na corrida contra o tempo para coletar 1,5 milhão de assinaturas, com o objetivo de tornar viável uma reforma política que valha para as eleições de 2014, o movimento teme que o respaldo do Palácio do Planalto carimbe a proposta como "chapa branca", antes mesmo de a oposição ser convencida sobre as virtudes da iniciativa. O objetivo dos organizadores é fazer com que o projeto popular siga autônomo e ganhe apoio da sociedade.

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