Caruso desafia Quércia na convenção do PMDB-SP

Pelo menos 700 de um total de 1.400 delegados com direito a voto devem participar neste domingo da convenção do PMDB paulista que se realiza na Assembléia Legislativa, em São Paulo, para a escolha da nova direção regional do partido. O ex-governador Orestes Quércia, que disputa a reeleição à presidência do PMDB-SP, enfrenta uma chapa de oposição liderada pelo deputado estadual Jorge Caruso, da região de Peruíbe, no Litoral Sul. Caruso questiona a gestão de Quércia, responsabilizando-a pelo fato de o partido ter conseguido eleger apenas cinco deputados estaduais e três federais por São Paulo. A votação foi iniciada às 9 horas e deve ser encerrada às 15h. Os dirigentes do partido informam que o resultado da convenção deverá ser divulgado por volta das 18h. Os notáveis do partido, como o próprio Quércia, o presidente nacional Michel Temer e o deputado federal Delfim Netto votaram no período da manhã. A convenção apresenta uma disputa acirrada entre as chapas. Observadores do partido avaliam que há até a possibilidade de uma recontagem de votos. Os dois grupos defendem a unidade e o fortalecimento da legenda, mas se dividem quanto a forma de atingir esse objetivo. Os seguidores do ex-governador Orestes Quércia defendem a coalizão com o governo federal, entendendo que este caminho dará ao partido a força necessária para o lançamento de uma candidatura própria à Presidência da República em 2010. Quércia fez questão de esclarecer que a coalizão é com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não com o Partido dos Trabalhadores (PT). Já a ala encabeçada por Caruso questiona a forma como a coalizão foi decidida pela cúpula do partido, argumentando que as bases e instâncias regionais não foram consultadas. "Entendemos que o Estado de São Paulo tem que opinar sobre esse assunto", disse. O presidente nacional do partido, deputado Michel Temer, que apóia a chapa de Quércia, espera que a unidade da legenda se faça logo após o encerramento da votação. Ele disse que já conversou com alguns líderes dos dois grupos que disputam a executiva estadual defendendo a unidade, "vença quem vencer". Assim, a executiva estadual seria integrada por representantes dos dois grupos. "Depois da unidade no plano nacional, não faz sentido ficar dividido em São Paulo", argumentou. Entretanto, Caruso acusa os dirigentes do partido de buscarem a união apenas para eleger o novo presidente nacional da legenda e entrar forte no governo Lula. "Se depender de nós, esse tipo de união não vai acontecer", disse.

Agencia Estado,

17 Dezembro 2006 | 14h28

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