Cartilha vai orientar sobre fogos de artifício

Para evitar novas vítimas de acidentes com fogos de artifício durante a Copa do Mundo, as festas juninas e as eleições, a Secretaria Nacional de Defesa Civil vai distribuir cartilhas que orientem sobre esses produtos. Planeja também lançar um disque-denúncia para receber informações de fábricas clandestinas de fogos de artifício.O consumidor deve fugir do comércio clandestino, comprar fogos somente em lojas autorizadas e exigir nota fiscal, recomenda a auditora fiscal da Delegacia Regional do Trabalho de Minas Gerais, Júnia Maria de Almeida Barreto. Foguetes só devem ser usados com suporte no chão, nunca segurados com a mão, na hora de serem lançados. Os foguetes, populares no Brasil, são proibidos na maioria dos países.A auditora garante que o manuseio errado dos produtos não é a principal causa das queimaduras e mutilações de partes do corpo. O pior problema são os produtos clandestinos, que empregam matéria-prima sem qualidade ou importados, principalmente da China, onde não há controle dessas mercadorias, alertou Júnia, durante debate no Ministério de Integração Nacional.Especialistas começaram a discutir, nesta terça-feira, uma norma atualizada e única para todo o País que enquadre fabricação, transporte e armazenagem dos fogos de artifício e shows pirotécnicos. Hoje, o assunto é tratado pelo Regulamento de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército. No Distrito Federal há uma legislação específica sobre o tema.A ministra da Integração, Dayse Kinzo, diz que não é intenção do governo acabar com a alegria dos brasileiros nos festejos juninos ou da Copa. Mas quer que a população perceba o risco que corre com o uso e a produção de fogos de artifício. A maioria dos acidentes ocorre no ambiente doméstico e com crianças. Mas, em 1998, a explosão de um galpão de fabricação clandestina matou 64 pessoas ? sendo duas grávidas e duas crianças ? em Santo Antônio de Jesus (BA).Já em Santo Antônio do Monte (MG), o segundo pólo mundial de produção de artefatos pirotécnicos, morreram 31 pessoas, e 21 ficaram feridas, desde 1995. No primeiro trimestre deste ano, a região fabricou 330 toneladas de pólvora branca e negra, destinadas à produção de fogos.

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