Cartão vermelho mostrado por Suplicy ganha repercussão

Maioria dos eleitores do senador levou protesto a sério e gostou da atitude

Carol Pires, Agência Estado

26 de agosto de 2009 | 12h46

Ao empunhar, da tribuna do plenário, ontem, um "cartão vermelho" contra a presença de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) queria chamar a atenção para a crise política no Senado. A atitude conseguiu provocar uma enxurrada de e-mails para o senador. Até há pouco, a assessoria de Suplicy contabilizava cerca de 2.200 e-mails recebidos desde ontem à noite, quando a cena ocorreu. A média de mensagens eletrônicas recebidas pelo petista é de 600 e-mails por dia. A cena também repercutiu entre os parlamentares, que agora usam o cartão vermelho em tom de brincadeira.

 

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Esta manhã, em reunião da Comissão de Justiça e Cidadania (CCJ), Suplicy pediu a palavra para debater sobre um projeto e, ao se alongar mais do que o prazo permitido, foi alertado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). "Senador Suplicy, acelere a sua fala, se não teremos que dar cartão vermelho pro senhor nesta comissão", brincou o tucano, arrancando risos entre os presentes.

 

Em outro momento da discussão, alguns senadores começaram a falar ao mesmo tempo, e, para pedir silêncio na comissão, o presidente Demóstenes Torres (DEM-GO), optou por um pedido de ordem alternativo: mostrou aos senadores o cartão vermelho.

 

Entre os eleitores do senador, a estratégia foi levada a sério. Nem todos os e-mails foram lidos pela equipe de Suplicy, mas, pelo título das mensagens, é possível averiguar que a maioria dos eleitores do senador gostou da ideia do cartão vermelho e apoiou a atitude de Suplicy.

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