Cartão vermelho de Suplicy para Sarney irritou Lula, diz fonte

Em reunião com ministros, presidente se disse 'estarrecido' com atitude do senador de São Paulo

Tânia Monteiro, AE

26 de agosto de 2009 | 20h25

Causou enorme irritação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros do Planalto o gesto do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que, na terça-feira, 25, subiu à tribuna para exigir novamente a renúncia do presidente do Senado, José Sarney, a quem deu um cartão vermelho. Lula, que chegou na noite de ontem de São Paulo ficou "estarrecido" com a atitude de Suplicy. De acordo com um ministro, Suplicy estava "surfando" na onda dos ataques a Sarney, que dá ibope, tentando se aproveitar da situação, como sempre faz". Este ministro considerou a postura de Suplicy "inaceitável".

 

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Os adjetivos usados por Lula, ministros e assessores do presidente a Suplicy não foram os mais delicados. Ele chegou a ser classificado como "moleque", ao tentar reacender uma polêmica que estava encerrada. Mas estes mesmos auxiliares do presidente comentam que Suplicy pode ter dado "um tiro no pé" porque sua atitude foi considerada completamente extemporânea.

 

Um assessor do presidente fez questão de insistir que a posição do senador petista "não corresponde a posição do governo, nem do partido, é do próprio Suplicy". E o Planalto mandou inúmeros recados a Sarney de que desaprovaram a atitude do petista. "Vamos deixar muito claro que não é nossa posição. Nossa posição está na carta do Berzoini", reiterou este assessor, ao comentar o que foi repassado a Sarney e a solidariedade dada a ele.

 

Lula já havia chamado a atenção de Suplicy anteriormente pelas "cenas" que costuma fazer no Senado. Em uma das conversas, Lula chegou a dizer ao senador petista, que a postura dele, tentando demonstrar indignação com o que acontece naquela casa, de que nada sabia e nada conhecia, não é digerida porque ninguém acredita que uma pessoa que trabalha há 24 anos em uma Casa não saiba das mazelas que ali existem. "Nem se ele fosse inocente, como quer tentar demonstrar", comentou o assessor direto do

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