Cartão foi criado para comprar passagens, diz ex-ministro FHC

Paulo Paiva falou à CPI nesta terça e disse que decreto não permita uso na modalidade de débito ou saque

Agência Brasil

18 de março de 2008 | 15h59

O ex-ministro do Planejamento Paulo Paiva disse nesta terça-feira, 18, que os cartões corporativos foram adotados pelo governo federal apenas para a compra de passagens aéreas. "O decreto (que instituiu o cartão corporativo) tinha finalidade absolutamente restrita ao pagamento de passagens aéreas promocionais ou com tarifa reduzida", afirmou Paiva na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos.   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos   Após leitura, Senado instala CPI mista dos cartões  Acordo dá presidência da CPI mista dos cartões ao PSDB  Virgílio desiste de liminar para quebrar sigilo da Presidência   Segundo Paiva, o decreto não permitia o uso do cartão na modalidade débito ou saque. Paulo Paiva foi ministro no governo Fernando Henrique Cardoso, entre abril de 1998 e março de 1999, quando o cartão começou a ser adotado pelo governo federal.   Na prática, entretanto, o depoimento de Paiva pode trazer poucas informações aos parlamentares. Ele disse que o debate sobre o uso de cartão corporativo não era tema de seu ministério, à época, mas sim, do Ministério de Administração e Reforma do Estado e que sua participação se resumia a assinar a portaria de instauração do uso do cartão.   "Não sei se teria sugestões para apresentar a essa comissão. Acho que devemos desenvolver mecanismos de gestão de risco, instrumentos de investigação, buscar o controle do gasto público, a transparência", afirmou.   O deputado Vic Pires (DEM-PA) ironizou a presença do ex-ministro na CPMI, vinculando-a à convocação de ministros do atual governo: "Vossa excelência está aqui hoje porque os governistas só aceitam convocar um ministro deles se chamarem um ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso. O senhor caiu hoje aqui de pára-quedas."  

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