Carta não motivou demissão de diretor, diz Ministério

A assessoria de imprensa do Ministério dos Transportes negou hoje que a demissão do diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), José Antônio Coutinho, tenha sido motivada pela carta enviada por ele à Procuradoria Geral da República e à Controladoria Geral da União.Segundo matéria divulgada pelo Correio Braziliense, na carta, Coutinho teria denunciado o desvio, no Ministério, de R$ 32,3 milhões de verbas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial (Bird) que seriam destinadas a obras rodoviárias.Segundo a assessoria, não houve desvio de verbas, mas um atraso no repasse de recursos por causa de uma reprogramação orçamentária. A assessoria confirmou a informação de que, em dezembro do ano passado, o ministro Anderson Adauto, em reunião com deputados e empresários do setor, já havia manifestado intenção de trocar o comando do DNIT.Na semana passada foram exonerados, por portaria do Ministério, cinco assessores da diretoria-geral do órgão. Na segunda-feira passada, Adauto encaminhou à Presidência da República exposição de motivos, acompanhando o pedido de exoneração de Coutinho, cuja exoneração do cargo dependia de decisão do presidente da República.De acordo com a assessoria, ainda não foi indicado um substituto para Coutinho, o que não atrapalharia o andamento dos trabalhos no órgão, já que as decisões no DNIT são tomadas de forma colegiada pelos cinco diretores.

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