Carta do PSB diz que sigla não se pauta por fisiologismo

Em carta entregue nesta quarta-feira, 18, à presidente Dilma Rousseff, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, diz que o partido demonstra seu "desapego" ao deixar os cargos que ocupa no Executivo e que a sigla nunca se caracterizou pela prática do fisiologismo. A carta foi aprovada nesta manhã pela Executiva Nacional do PSB, sob voto contrário do governador do Ceará, Cid Gomes.

DAIENE CARDOSO E TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

18 de setembro de 2013 | 18h10

No documento assinado por Campos, o partido diz que permanecerá em defesa do governo no Congresso Nacional e que a decisão não está atrelada à sucessão presidencial de 2014. "Esta decisão não diz respeito a qualquer antecipação quanto a posicionamentos que haveremos de adotar no pleito eleitoral que se avizinha, visto que nossa estratégia - que não exclui a possibilidade de candidatura própria - será discutida nas instâncias próprias, considerando nosso programa e os mais elevados interesses do País e a luta pelo desenvolvimento com igualdade social", diz o texto.

Campos reclama que o PSB foi atingido, "sistemática e repetidamente", por pressões para abandonar os cargos no governo federal em virtude da possibilidade de disputar a Presidência da República em 2014. "Longe de receber tais manifestações como ameaça, o Partido Socialista Brasileiro - que nunca se caracterizou pela prática do fisiologismo - reafirma seu desapego a cargos e posições na estrutura governamental, e reitera que seu apoio a qualquer governo jamais dependeu de cargos ou benesses de qualquer natureza, e sim do rumo estratégico adotado que, a nosso ver, deve guardar identidade com os valores que alicerçam a trajetória política do nosso Partido. Nossas divergências, todavia, não impediram nosso apoio ao governo de Vossa Excelência, mas pretendemos discutir com a sociedade, de forma mais ampla e livre", cita o texto.

Mais conteúdo sobre:
PSBsáidagovernocarta

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.