Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Em carta, Arthur do Val pede para não ser cassado e diz que não tentará reeleição

O deputado estadual afirmou que aceita sofrer punição por áudios, mas defende que a cassação seria 'excessiva'

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2022 | 17h48
Atualizado 08 de março de 2022 | 18h46

O deputado estadual Arthur do Val (sem partido) apelou aos parlamentares da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para que não perca o mandato na Casa como punição por áudios sexistas que gravou sobre mulheres refugiadas. Em carta enviada nesta terça-feira, 8, ele também afirmou que este é seu “último ano” na Casa, e que não vai se candidatar a deputado estadual neste ano. 

Na carta, do Val pede desculpas pelos áudios, afirma ter sido “machista, desrespeitoso e imaturo” e diz aceitar sofrer uma punição, mas discorda que mereça ter o mandato cassado por quebra de decoro. “Peço encarecidamente que considere a ausência de dolo e de dano a terceiros na dosimetria da pena. Se de um lado a punição é necessária, a cassação se faz excessiva”, escreveu. 

O deputado pediu ainda serenidade aos parlamentares para aplicar o que chamou de “uma pena justa”. Apesar de afirmar que “envergonhou o nome” da Alesp, disse que há uma comoção midiática efêmera na abertura do processo de cassação. 

Na Alesp, ao menos 40 parlamentares entraram com pedidos de punição ao deputado em 16 representações individuais e coletivas.

De acordo com a deputada Maria Lúcia Amary (PSDB-SP), presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alesp, as possíveis sanções ao deputado são advertência, censura verbal ou escrita, perda temporária do mandato ou até perda efetiva do cargo. 

O Conselho se reunirá nesta quarta-feira, 9, para apurar como serão encaminhadas as representações. O prazo para a resolução será de 30 dias, de acordo com o regimento. “É importante que a gente dê uma resposta à sociedade” defendeu a deputada.

Mais cedo, Arthur do Val também pediu sua desfiliação do Podemos, partido que migrou junto a lideranças do Movimento Brasil Livre.

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