TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO

Carreatas cobram vacinação e defendem impeachment de Bolsonaro em São Paulo

Capital e interior têm protestos organizados por grupos de esquerda; neste domingo, há manifestações convocadas por movimentos como MBL e Vem pra Rua

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2021 | 18h48

Manifestantes saíram às ruas em carreatas e protestos nas principais cidades do Estado de São Paulo, neste sábado, 23, pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e cobrando a vacinação contra a covid-19 para toda a população. Os grupos, que reuniram sobretudo partidos e movimentos sociais de esquerda, organizaram protestos ao longo de todo o dia. Na capital paulista, centenas de veículos saíram em fila rumo à Avenida Paulista, após a concentração, às 14 horas, no entorno da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ao lado do Parque Ibirapuera. Alguns grupos participaram do ato fora dos carros, com faixas e bandeiras, mas a chuva forte atrapalhou. Outras dezenas de capitais e grandes cidades em diversos Estados também tiveram protestos.

Na cidade de São Paulo, ao longo do trajeto, o buzinaço da carreata se intensificava perto de unidades militares, como diante da antiga sede do 2o. Batalhão de Polícia do Exército, na Rua Abílio Soares, assim como os gritos de “Bolsonaro genocida”. Nos carros, havia bandeiras de partidos de oposição ao governo, bandeiras do Brasil e cartazes improvisados com dizeres como “Fora Bozo”. Um trio elétrico e um carro de som acompanharam a carreata, que teve a participação de políticos como os candidatos derrotados à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) e Jilmar Tatto (PT). A dispersão ocorreu por volta das 17 horas, na Praça Roosevelt, Centro. Dezenas de ciclistas e motociclistas também participaram do protesto.

"Nós estamos aqui para dizer que não vamos esperar até 2022, não, porque são vidas que estão em jogo. É agora o momento de derrotar Jair Bolsonaro", discursou Boulos do alto de um carro de som, na Avenida Paulista. 

Interior

Em Sorocaba, os veículos percorreram as principais ruas e avenidas da cidade. Os grupos se concentraram em frente ao Palácio dos Tropeiros, sede da prefeitura, no alto da Boa Vista, zona leste, e saíram em carreata com buzinaço, em direção à Praça Frei Baraúna, no centro. Devido ao grande número de veículos, houve congestionamento e a empresa municipal de trânsito interveio para organizar o fluxo de carros.

Em Campinas, a carreata com buzinaço saiu do Largo do Pará e percorreu algumas das mais importantes ruas e avenidas da cidade. Agitando bandeiras, os manifestantes pediam o impeachment de Bolsonaro, a volta do auxílio emergencial e vacina para todos. Muitas pessoas se aglomeraram nas calçadas apoiando o protesto aos gritos de “fora Bozo”. A manifestação foi convocada pelas redes sociais.

Em São José do Rio Preto, os manifestantes saíram em carreata, puxada por carro de som, do Centro Regional de Eventos. Faixas, bandeiras e cartazes pediam a saída do presidente Bolsonaro. Grupos se posicionaram também a favor da Coronavac e contra a volta às aulas presenciais. Alguns manifestantes levaram cartazes com os dizeres ‘mais um bolsonarista arrependido’.

A saída do presidente e a vacinação total contra a covid-19 foram os motivos do protesto em Piracicaba. O grupo se concentrou no estacionamento da Estação da Paulista, onde líderes sindicais e de partidos de esquerda fizeram discursos contra o governo de Bolsonaro. Os manifestantes seguiram em carreata pelas ruas do centro expandido. Segundo a Polícia Militar, o ato foi pacífico.

Em Ribeirão Preto, os carros levavam adesivos com os dizeres “Fora Bolsonaro”. Os manifestantes saíram do Estádio Santa Cruz, na zona leste, e chegaram a bloquear a Rua Campos Sales, no centro. A PM não calculou o número de manifestantes. Em Presidente Prudente, um carro de som da Central Única dos Trabalhadores (CUT) puxou o protesto, organizado também pela Frente Popular Brasil. “Estamos exigindo a saída do presidente devido à sua negligência com a gestão da pandemia de covid-19 no país”, disse o coordenador regional da CUT, Paulo Roberto Índio do Brasil. (COLABOROU TIAGO QUEIROZ)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.