Andressa Anholete/AFP
Andressa Anholete/AFP

Cármen Lúcia na estrada

Em visita ao pai em Minas, presidente do Supremo Tribunal Federal aluga carro popular e compra coxinha e pirulito

LEONARDO AUGUSTO, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2017 | 05h00

BELO HORIZONTE - Nada de aeronaves ou carros oficiais. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, desembarcou discretamente no norte de Minas para visitar parentes no fim de semana passado. Usou avião de carreira, alugou veículo popular no aeroporto de Montes Claros, comeu coxinha e chupou pirulito no trajeto até Espinosa, cidade de 35 mil habitantes onde mora seu pai, Florival Rocha, de 98 anos.

A passagem da ministra por Minas foi registrada em fotos publicadas nas redes sociais. Na chegada ao aeroporto de Montes Claros, na sexta-feira, 3, foi parada para selfies. A diária do veículo popular que Cármen Lúcia alugou para ir até Espinosa, a 230 quilômetros de Montes Claro, custa R$ 115.

No trajeto até a cidade dos pais, a ministra fez parada para lanche em Porteirinha, a 170 quilômetros de Montes Claros. Cármen Lúcia comeu coxinha no bar do Osvaldo, no centro da cidade. A ministra foi atendida por Célia de Castro Brito, de 24 anos. “Não a reconheci. Depois, uma mulher chegou aqui perguntando se a ministra tinha comido na lanchonete. Aí, entrei em um grupo de WhatsApp e vi que a pessoa que eu tinha atendido era ela”, disse Célia. “É gente muito boa.”

Na saída, conforme a atendente, Cármen Lúcia também comprou pirulitos.

Simples. Nascida em Montes Claros, Cármen Lúcia é conhecida pela simplicidade. Solteira e sem filhos, a ministra usa imóvel funcional em Brasília e carro próprio para ir ao trabalho. Em Belo Horizonte, onde tem apartamento, durante as eleições municipais do ano passado, chegou de táxi, sozinha, para votar em uma escola do bairro Santo Agostinho, na região centro-sul da cidade.

Quando está em Belo Horizonte, Cármen Lúcia também vai à padaria e, nas palestras que faz, costuma relatar casos em que, ao fazer deslocamentos de táxi, ouve dos motoristas, que às vezes não a reconhecem, comentários sobre o STF e sua própria atuação como ministra. Cármen Lúcia afirma nunca se identificar para o condutor. 

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