Carlos Lupi nega saída do governo para disputar eleição

'Ele (Lula) querendo, fico até dezembro. Não sou candidato a nada', afirmou o ministro do Trabalho

Kelly Lima, da Agência Estado,

05 de fevereiro de 2010 | 16h37

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, negou nesta sexta-feira, 5, que vá seguir o exemplo de outros colegas e deixar o governo para se candidatar este ano. "Ele (Lula) querendo, fico até dezembro. Não sou candidato a nada", afirmou o ministro após participar de lançamento do Plano Setorial de Qualificação Profissional do Carnaval, que vai oferecer cinco mil vagas para formação de mão de obra ligada às atividades de carnaval no Rio.

 

Lupi prometeu ainda apoio incondicional do PDT à ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff na campanha eleitoral a partir de junho. "E vamos entrar de corpo e alma (na candidatura). Não tem mais ou menos comigo. Ou me envolvo de corpo e alma, ou não entro. Já temos esse compromisso, a Dilma é uma pessoa que conheço há 30 anos, ela fundou o PDT comigo. Brinco com o Lula que ela é mais PDT do que PT", disse, completando que, em sua opinião "esta eleição vai ser plebiscitária". "Quem é a favor do governo Lula, vota na Dilma. Quem for contra, vota no candidato da oposição".

 

Sobre a possível candidatura de Ciro Gomes, Lupi relevou sua simpatia pelo deputado: "o Ciro é meu amigo pessoal, gosto, já votei e o apoiei dentro do PDT numa campanha. Agora, nesse negócio de candidatura, cada um tem seu direito. Já fiz minha opção, mas não posso impor o direito que cada um tem de se colocar como candidato. Acho que o tempo vai ajudar, tem muita água para rolar nessa ponte, até as convenções, muita coisa vai acontecer", previu.

 

Rio

 

Em relação às eleições no Rio de Janeiro, Lupi confessou que está diante de um "dilema". "O bom era o partido ter candidatura própria, e estamos avaliando a possibilidade de ter aliança para garantir um mínimo de tempo de televisão para termos um candidato, que seria o Wagner Montes. Ainda estamos na fase de consulta. Política e eleição se resolve na última hora. Estamos trabalhando para resolver nesse sentido. Se não conseguirmos, vamos discutir uma aliança".

 

A respeito do candidato do PV, Fernando Gabeira, foi taxativo: "O Gabeira não tem condição, porque ele já representa um palanque adversário nosso, então temos que ter coerência. Se apoiamos nacionalmente, temos que estar no mesmo palanque".

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