Carlos Lupi assume comando do PDT na próxima semana

O primeiro vice-presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, informou hoje que irá assumir a presidência da legenda na próxima semana, que ficou vaga com a morte do ex-governador Leonel Brizola. Ele explicou que, 30 dias após a morte de Brizola, será convocada uma reunião do diretório para homologar a mudança. "E o PDT vai continuar independente, lutando com coerência e não abrindo mão dos princípios que Brizola nos deixou", disse Lupi, presente ao velório de Brizola no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Sobre as possibilidades de aliança entre o PDT e o PMDB, Lupi disse que seu partido está conversando "com todas as forças". Lembrou que teve contato com vários líderes do PMDB e que era um desejo de Brizola contar com o apoio do partido para a candidatura do deputado estadual Vieira da Cunha (PDT) à prefeitura de Porto Alegre (RS). "Vamos continuar conversando, debatendo, e submeteremos todas as decisões ao partido", afirmou o dirigente. Questionado sobre a possibilidade de retorno do ex-governador e secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, e da atual governadora do Rio, Rosinha Matheus (PMDB), ao PDT, o dirigente disse que "a política é um permanente diálogo". O PDT, conforme ele, trabalha "em cima de idéias". Por isso, estará aberto se Garotinho quiser seguir as idéias e o projeto de Brizola, com a prioridade à educação e a denúncia das "perdas internacionais". Em tom de recado, contudo, alertou que a legenda não está aberta a projetos individuais. "Agora, ninguém venha para o PDT pensando que vai fazer desse partido um instrumento para projeto pessoal", afirmou. Lupi lembrou que o PDT tem 1 milhão de filiados em todo o Brasil. "Muitos pedetistas e brizolistas estão preparados para resistir a qualquer cidadão que tente se apossar do PDT com oportunismo", enfatizou. "Todos que queiram vir de boa-fé, nós estamos de braços abertos."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.