Carlos Bordoni diz que não será bode expiatório na CPI

Jornalista que denunciou Perillo é convocado para depor nesta quarta-feira

RICARDO BRITO, Agência Estado

27 de junho de 2012 | 10h44

Convocado para depor nesta manhã na CPI do Cachoeira, o jornalista Luiz Carlos Bordoni afirmou que não vai "ficar de bode expiatório de ninguém". Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Bordoni disse que a Alberto e Pantoja, empresa fantasma que segundo a Polícia Federal era controlada por Cachoeira, foi usada para pagar serviços de publicidade que ele prestou para a campanha do governador de Goiás.

A dívida, de R$ 45 mil, foi depositada na conta de sua filha, Bruna, numa negociação comandada por Lúcio Fiúza Gouthier, assessor especial de Perillo. "Eles têm que encontrar um bode expiatório para esta coisa. Eles estão querendo fazer de mim o bode expiatório. Eu não vou ficar de bode expiatório de ninguém não", afirmou Bordoni, na entrada da sala de reunião da CPI. Os depoimentos previstos para hoje na comissão ainda não começaram.

Bordoni, que classificou Perillo como "ex-amigo" e se disse decepcionado profundamente com ele, afirmou ter prestado um serviço regular na campanha. Ele disse que vai mostrar "documentos" e "provas" para comprovar o que sustenta. "Não vou admitir jamais seja quem for que alguém venha tripudiar da minha honra para justificar caixa dois", disse.

Desde 1998, o jornalista comanda a campanha de rádio do atual governador de Goiás. Ele declarou ainda ter sido sempre leal a Perillo, respondendo até a processo para defendê-lo. Questionado se fará um depoimento bombástico, Bordoni afirmou: "não prometo nada bombástico, prometo a verdade."

Tudo o que sabemos sobre:
CPI CachoeiraBordini

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.